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PROPOSTA: discussão e conhecimento do Homem como um ser biopsicossocial.

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Domingo, Julho 26, 2009

A IMPORTÂNCIA DO PENSAMENTO MITOLÓGICO PARA A PSICANÁLISE

O homem sempre teve a idéia do sagrado, encontrando nas mitologias uma forma de resolver ou aplacar os seus conflitos, controlando sua agressividade através dos ritos.
Segundo Joseph Campbell, os mitos são histórias da nossa vida, da nossa busca da verdade, da experiência da vida. Campbell diz mais: “(...) os mitos estão perto do inconsciente coletivo e por isso são infinitos na sua revelação”.
Recordando Jung temos que inconsciente coletivo – que Jung retirou da Mitologia – guarda as imagens arcaicas, herdadas do mundo, ou seja, coleta imagens primitivas e as mistura em nossos sonhos o que significa dizer que para ele o indivíduo não nasce como papel em branco, mas defendia a teoria dos arquétipos universais onde, independentemente da experiência pessoal, da cultura todos herdam as mesmas formas arquetípicas desenvolvidas e acrescidas pelas experiências pessoais.
Quando falamos em mitologia supomos acontecimentos ocorridos antes do surgimento dos homens – história dos deuses; ou com os primeiros homens – história ancestral, mas podemos perceber que a verdadeira importância do mito vai além da imagem. Está na apresentação de um conjunto de fatos que dão sentido ao mundo. Funciona como uma intervenção simbólica entre o sagrado (do hebraico – aquilo que não pode ser aviltado por mãos profanas) e o profano gerando no psiquismo a idéia de respeito, referindo-se a temas que transcendem a razão: Deus, a origem, o bem e o mal e o destino último do mundo e da humanidade (escatologia) uma das grandes interrogações do homem ainda hoje.
Joseph Campbell afirma que “todos nós precisamos contar nossa história, compreender nossa história. Todos nós precisamos compreender a morte e enfrentar a morte e todos nós precisamos de ajuda em nossa passagem do nascimento à vida e depois à morte. Precisamos que a vida tenha significado, precisamos tocar o eterno, compreender o misterioso, descobrir o que somos”. Vale lembrar que o homem é o único animal que sabe que vai morrer.
A Psicanálise, apesar do cientificismo atual, acredita que o homem continua a criar mitos; que sendo o pensar mítico uma parte do psiquismo humano (soma dos processos conscientes e inconscientes do indivíduo) deixar de criá-los seria transformar o homem em máquina,
Ao mitificar o indivíduo sai do campo do imaginário para adentrar no campo do simbólico. O homem primitivo, muito mais sensível, captava as imagens, sem analogia, e as fixava mnemicamente; mas conforme evolui começa a abstrair, isto é, a considerar isoladamente, traçando uma correlação, interpretando as formas imagéticas fora dele. É o surgimento da forma simbólica de pensar e para o ser humano o simbólico tem mais valor do que aquilo que ele toca.
Mas a sociedade moderna, voltada para o consumo, atenta contra o pensamento mítico dando ao homem uma “super dosagem” de imagens e ele passa a só entender e valorizar essas imagens.
Um exemplo disso encontramos na fala de um funcionário de uma empresa que chamarei de “XLY”. Disse que ainda se lembrava do início de sua vida profissional nessa conceituada Empresa, da forma como era tratado por ela. Mas ele não conseguia imaginar ou lembrar de algo que não fosse o status que ela lhe dava. Em sua dissertação ficava muito claro o contexto ideológico trabalhando a vaidade e levando os funcionários a “vestirem a camisa” da Empresa. Dessa forma sempre que falava ou pensava em máquinas e equipamentos logo era defendida a ideologia da “XLY”.
O pensar mítico age nos liberando dessa concretude que nos é imposta pela sociedade moderna. O valor do pensamento mítico se deve ao fato de ser ele um trabalho de elucubração do inconsciente e ai reside a sua importância para a Psicanálise já que ela estuda o inconsciente e cuida das doenças existenciais.



Isso quer dizer que ao conhecer as mitologias estamos entrando em contato com o inconsciente social e racial de vários povos, porque como disse Campbell, no mito se revela o que os seres humanos têm em comum.
Dessa forma, a leitura mitológica é uma leitura direta do inconsciente tal qual fazemos ao interpretar um sonho, - “os mitos são uma expressão simbólica dos sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente análoga ao que são os sonhos na vida do indivíduo”(Freud).
O sonho, instrumento valioso para a Psicanálise, é uma mitologia pessoal, particular assinalando a existência de um herói, marcando o seu caminho através da “chamada” que o impele na direção de uma busca, uma missão; da “iniciação” e da “glorificação”. O sofrimento extremado do indivíduo no sonho indica que ele não está conseguindo viver sua mitologia pessoal de forma adequada.
Nessa mitologia pessoal, que todos devemos desenvolver independentemente de religião, de dogmas, o indivíduo volta à infância, tenta explicar a sua origem como pessoal.
O psicanalista precisa ter conhecimento sobre mitologia e religião comparada pois a medida que analisa o homem a partir da cultura começa a entender o porque do seu sofrimento, da sua angústia existencial. Se não pesquisar a mitologia não entenderá as raízes dos sofrimentos modernos.
O homem atual, trabalhando maquinalmente, afasta-se mais e mais da sua vontade, ou seja, já não se identifica com o que faz. Alienando-se vai perdendo a capacidade de abstrair, de ter um pensamento individual, de criar um mito pessoal, atendendo tão somente ao mito coletivo da tecnocracia.
A Psicanálise visa a psicocentralização do indivíduo. Levar o indivíduo a pensar por si próprio, a se conscientizar do próprio valor e isso vai protegê-lo do pensar maquinal.
Obviamente o psicanalista não conseguirá modificar o todo, mas como um agente cultural luta contra os agentes culturais do sistema trabalhando o que está ao seu alcance, lidando inclusive com a predisposição do outro em se transformar, de criar em si mesmo um olhar diferenciado, sabendo distinguir o que é fantasia, ilusão, hipocrisia, máscaras.
A proposta da Psicanálise, então, é libertária: ajudar o homem a criar os seus mitos pessoais, fortalecendo sua auto-estima, seu auto-amor para que ele não caia no que a senhora Marilena Chaui, no livro Convite à Filosofia, chamou de servidão voluntária, onde o indivíduo troca o direito à liberdade pelo desejo de posses. Ela diz: “Não somos obrigados a obedecer ao tirano e aos seus representantes, mas desejamos voluntariamente servi-los porque deles esperamos bens e garantias de nossas posses. Usamos nossa liberdade para nos tornarmos servos” - Não deixamos de existir se não tivermos uma conta bancária ou jogarmos fora o nosso cartão de crédito.
Nesse ponto é justo recordarmos o filósofo ateniense Sócrates, cujo ponto fundamental de sua filosofia é o autoconhecimento. Em sua maiêutica, ao propor questões habilmente colocadas, levava os discípulos a refletir de modo profundo, desprezando os conceitos vagos, e os chavões repetidos, irrefletidamente, pelo senso comum. Depois os ajudava a conceber suas próprias idéias. Foi assim que Sócrates procurou caracterizar sua vida: construindo uma personalidade corajosa e guiando sua conduta pelo seu critério de justiça.
É assim que a Psicanálise, através do profissional bem orientado, bem amparado pelo conhecimento procura levar o indivíduo ao conhecimento de si mesmo a partir de suas crenças pessoais, criando um pensar mítico sem comprá-lo do sistema, criando um senso de missão, uma capacidade de se auto-analisar, de abstrair, de se manter fora do alcance das chamadas doenças modernas. De fortalecer o seu mundo interno, de aprender a simbolizar, de encontrar dentro do seu esboço mitológico outros seres mitológicos, iguais a ele.
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Sábado, Junho 13, 2009

Até quando nós, brasileiros, seremos coniventes com a mentira e a corrupção? O texto de Rui Barbosa (1914) - "Sinto Vergonha de mim" - é um chamamento à nossa dignidade. Somos donos do nosso destino, precisamos questionar, tomar conhecimento, lutar por nós.

veja o poema abaixo
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SINTO VERGONHA DE MIM
(Rui Barbosa)

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!


"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
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Quinta-feira, Junho 11, 2009

Calar ou saber falar
As vezes ouvimos frases que nos levam à reflexão, como por exemplo a que ouvi recentemente em uma novela. Quando, questionado sobre o que presenciara, um dos personagens diz, inteligentemente: "o olho que viu não consegue falar; o ouvido que ouviu, também não consegue falar. A boca consegue falar, mas a boca não viu e nem ouviu..."
Achei essa frase muito pertinente às situações em que nos encontramos no dia a dia, quando nos propomos a falar indiscriminadamente, muitas vezes lançando falsos juízos.
Temos, cada um de nós, uma capacidade diferenciada de interpretação. Isto quer dizer que uma mesma situação pode ser vista por diferentes ângulos e possuir inúmeras respostas, além do que estamos sempre nos baseando na aparência. Bertrand Russel dizia que o objeto real não é aquele que conhecemos imediatamente, através dos dados dos sentidos, ou seja, que a forma real não é aquela que podemos ver, essa é apenas uma aparência. Segundo ele, o objeto real se distingue entre aparência e realidade, entre o que as coisas parecem ser e aquilo que realmente são. Trazendo essa linha de raciocínio para a nossa discussão, podemos dizer que estamos sempre com um pé na imprevidência, sujeitos a falar do que não sabemos ou apenas do que pensamos saber.
Quando recebemos um mensagem falada ou não, precisamos nos dar conta da ambiguidade que possa estar presente, na dificuldade ou facilidade que outro tem de se expressar, no contexto em que está inserida e também nas nossas divergências e posicionamentos.
Quando falamos do que vimos ou ouvimos não estamos falando a respeito da Verdade, estamos apenas nos referindo a um conhecimento que adquirimos através dos nossos órgãos dos sentidos, através da nossa percepção, e isso não é lá muito confiável. Quantas vezes entramos em discordância com amigos por causa de cor, por exemplo.
É comum, numa discussão, falarmos da nossa opinião que, segundo o dicionário, é uma convicção assumida pelo entendimento comum, sem qualquer ponderação sobre a sua legitimidade, propósito ou maneira como foi obtida. A frase "minha opinião" deixa claro que cada um tem a sua - cada um vê o mal ou o bem, conforme os olhos que tem. Sendo assim, tudo aquilo que falamos e que deriva da visão, audição ou tato pode ter duas ou mais interpretações. O que vemos ou ouvimos pode não ser o espelho da verdade, mas aquilo que gostaríamos que fosse. O ciumento, por exemplo, ao ver seu ente querido conversando com alguém, poderá julgar de acordo com suas crenças. Se acredita ser um infeliz, sem atrativos ou qualidades que possam manter o outro ao seu lado, enxergará num ato inocente indícios de uma grave traição.
É certo que esse tipo de percepção só é possível porque somos animais pensantes, que consegue distinguir e avaliar a qualidade das sensações, a partir de nós mesmos e a partir do outro. Existem na fala humana duas dimensões: uma expressando os objetos do mundo, concretos ou imaginários e uma outra emocional. Evidentemente que esse é um estudo que necessita de uma reflexão mais profunda, mas esse não é o nosso caso.
A intenção é apenas demonstrar como podemos nos enganar quanto aos julgamentos que fazemos e quanto às nossas falas quando movidos por aquilo que vimos, ouvimos ou sentimos, dentro de um quadro emocional e sensorial que se torna instável de acordo com nosso histórico de vida.
Entre os espaços do que vimos, ouvimos e/ou sentimos existem particularidades que a nossa razão desconhece ou maquia conforme os nossos desejos. Por isso é que as vezes é necessário ouvir, ver e calar.
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Segunda-feira, Março 09, 2009

Amigos, estou com um novo blog - Senhora Persona - conto com a visita e comentários.

http://senhorapersona.blogspot.com

abraços
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Sábado, Fevereiro 21, 2009

A função pai

Sempre gostei de associar músicas aos meus pensamentos e lendo sobre a família lembrei-me de meu pai, já falecido e de uma música do Roberto Carlos que eu dizia ter sido composta para ele, a meu pedido, e ele sorria envaidecido.
“Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo, me dizendo coisas num grito, me ensinando tanto do mundo...” Saudade!
É interessante como a saudade nos faz revirar o passado e eu resolvi ir mais além, compreender não somente o sentimento, mas o pai como função, como lei e regra em nossa vida. Talvez querendo prestar-lhe uma homenagem, justificando sua importância, extrapolando o âmbito familiar para atualizar sua grandeza. O fato é que criei no imaginário uma máquina do tempo e viajei...
Passo a ver um homem indo às caçadas, voltando com a presa, orgulhoso de sua conquista. Vejo crianças atentas, perplexas com sua força, que ambicionam crescer para serem iguais a ele. Já não reconhecem apenas a mãe, existe um outro, que protege, provê e ensina: o pai. Não com esse nome, mas já com essa função.
Vejo o macho agora conquistando cidades, desbravando continentes, mas sempre retornando ao lar, celebrando sua força e coragem junto aos seus, sendo imitado por crianças alegres que disputam sua atenção e aprovação. E ele conta suas façanhas, fala dos perigos e de como enfrentá-los. Estimula a imaginação daqueles que serão sua continuidade. Ergue-os no colo: é a “marca do pai”, gesto antigo, tão atual.
E a palavra pai foi se difundindo com o passar do tempo: Pai Nosso que está nos Céus, pai da ciência, pai da aviação, e... o nosso papai, paizinho, painho...
Estacionei minha máquina imaginária em Veneza e li uma placa, ao lado de uma igreja da Idade Média que acolhia crianças abandonadas: “Que o Senhor Deus fulmine e excomungue todos aqueles que, possuindo recursos, abandonem seus filhinhos e filhinhas”. Era uma demonstração clara da valoração da família como porto seguro.
E a figura do pai vai se fortalecendo no seio familiar, não é só o reprodutor ou o provedor, é também aquele que participa emocionalmente e tão fortemente que começa a sentir sintomas que somente sua mulher grávida sentia – é a síndrome do couvade - uma espécie de gravidez solidária.
Falando de pai, conduzi minha máquina do tempo à época de Sigmund Freud, o pai da Psicanálise e também de Ana e de outros cinco filhos. Aprendi com ele, entre outras coisas, a influência significativa do pai na formação do superego, servindo de modelo.
É certo que muitos déspotas familiares marcaram presença em nossa sociedade, muitas mulheres e crianças foram esmagadas física e emocionalmente pelo abuso do poder, mas dentre tantos erros, permanece intacta a imagem do pai “herói”. Aquele que nos apresenta a cultura, a lei, a moral e a ética.
Nos anos 90, quando já nos preparávamos para a chegada do século XXI, de dentro da minha máquina imaginária, revivo o empalidecer do papel paterno. Existe no ar uma ânsia de se tornar amigo do filho, em se fazer tudo diferente do que foi feito pelos antepassados. E o pai perde a noção de liderança e o filho a noção de respeito.
O filho da modernidade não consegue ouvir, dentro de si, a voz do pai, austera por vezes, mas sábia e coerente, lhe dizendo o que é certo e errado, impedindo que avance na contramão da vida. Não há culpa, não há limite porque não há parâmetros.
E em pleno século XXI o que era concreto nos parece tão distante. Não preciso mais da minha imaginária máquina do tempo, posso apenas olhar pela janela do carro, olhar dentro dos grandes Magazines, passear os olhos pelas ruas, que verei filhos de voz estridente e agressiva levarem pais, jovens ainda, a abaixar a cabeça como uma criança amedrontada por trovões. Vejo pais e mães, perdidos, sem saber o que fazer diante da teimosia desenfreada de crianças pequenas ou diante de adolescentes grosseiros.
Vejo homens lutando pela sobrevivência na selva da cidade grande, mas que voltam pra casa sem glórias, sem conquistas pra contar. Sem tempo para erguer seus filhos nos braços, para lhes falar do bem e do mal, para lhes dizer da cultura e contar suas histórias de infância.
Diante da sociedade moderna, onde homens e mulheres, casados, optam por morar em casas separadas, onde casais homossexuais, num gesto de amor, lutam para adotar crianças e mulheres que não querem assumir uma relação partem para a produção independente, eu me pergunto: será que estas pessoas estão sendo devidamente orientadas na questão da importância da função paterna? Porque dentro do âmbito familiar há que ter um que inaugure o emocional e um que seja o indicador de cultura e respeito às leis: o protetor-provedor-educador-conselheiro-companheiro-ordenador .
Se meus filhos têm esse referencial muitos são os que vagam pela vida sem conhecer, que não ouvem uma voz imperativa a lhes conduzir.
Homens mais cultos, mais preparados para o mercado de trabalho e menos para a função de pai. Não sabem dizer não, acompanham os filhos às baladas, passam por cima de seus valores para não “traumatizar” ou “revoltar” suas crias. Já não são pais, são os “coroas”, os “caras” e até os “esquecidos”.
A música invade meus pensamentos: Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo. Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Volto a pensar no meu pai, em tudo que aprendi com ele, mesmo quando não entendia o porquê de suas palavras, de suas ordens.
... Meu querido, meu velho, meu amigo!
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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Tem artigo meu nos endereços:
http://www.webartigos.com/articles/14380/1/o-odio/pagina1.html
http://www.artigos.com/artigos/humanas/sucesso-e-motivacao/auto_estima-5597/artigo/
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Resolvi postar aqui um texto muito bom, cuja autoria está na internet como sendo de Álvaro Alves de Faria.
O Paradoxo de nosso tempo
O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;
gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo;
temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento;mais proficiência, porém mais problemas;
mais medicina, mas menos saúde.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária,
rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente,
ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. - Adicionamos
anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos.

Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar
a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos.
Planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência.
Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Temos mais comida, mas menos apaziguamento.
Construímos mais computadores para armazenar mais informações
para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação.
Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.
Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios;
de residências mais belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e
pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer
alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

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Quarta-feira, Outubro 15, 2008

FELIZ DIA DOS PROFESSORES
Eu trago comigo uma doce lembrança da época que cursei o ensino fundamental. Tive bons professores que incentivaram o meu gosto pela leitura.
Hoje, dia do professor, quero prestar minha homenagem a todos eles através da professora Takako Hirose que me proporcionou ler toda a obra de Monteiro Lobato.
beijos
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Segunda-feira, Outubro 13, 2008

Olá amigos! Meu blog está de roupa nova, presente da minha filha (a caçula). Espero que gostem porque eu gostei muito.
Hei Taty (Angel), obrigada pelo novo layout do blog. Beijos
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Quinta-feira, Outubro 09, 2008


pra vocês o mar de Itanhaém/SP
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Convivendo com a violência no trânsito
Essa semana tive que fazer uma pequena viagem e confesso ter ficado boquiaberta com os diversos graus de imprudências que presenciei.
Estradas escorregadias, visibilidade reduzida pela chuva, pressa, irritação, intolerância...
Me fizeram pensar na brevidade da vida e no seu (bom ou mau) aproveitamento, refletir sobre as atitudes humanas e em suas conseqüências, muitas vezes imediatas.
A pensar nas mudanças grotescas que a condução de um veículo pode acarretar num indivíduo.
Quem é esse motorista que "costura", "fecha", ultrapassa em local proibido, não respeita os limites de velocidade? Quem é esse indivíduo que nem sempre é contido pelas leis, pelas fiscalizações, que age como se estivesse só?
Infelizmente as atitudes no transito são vistas como se atingissem somente o indivíduo seja na questão da multa, dos pontos na carteira, como se dirigir um veículo fosse um ato isolado: eu, no meu carro, não devo satisfação, e cada um vai dirigindo como quer.
Parece que as ruas, avenidas e estradas são territórios particulares, todos se vêem como donos do espaço.
O que os move: a falta de tempo, o desejo de chegar a algum lugar, a disputa, a ânsia de provar que o seu veículo é mais possante, que ele(a) é o melhor motorista? O que verdadeiramente os move?
Pergunta de difícil resposta.
O Ser Humano possui em si mesmo o desejo de superação, de ser e estar acima de seu próximo. O caminhoneiro não gosta do motorista do carro de passeio que não gosta do motoqueiro que por sua vez detesta o pedestre que reclama de todos eles.
Fora do veículo podem se encontrar, num bar ou restaurante, conversar sobre amenidades e se tornarem amigos. Despem-se da máscara de motoristas e se comportam de igual para igual, não precisam competir. Mas atrás do volante não conseguem se reconhecer como semelhantes, se respeitarem como iguais.
Que poder é esse que o volante atribui?
O pior é que não enxergamos o uso indiscriminado desse poder como violência, porque no nosso imaginário violência está ligada a roubos, assaltos, abuso físico etc., não reconhecemos nas transgressões do transito uma ação anti-social e quando somos atingidos, naquilo que nos é mais caro, por essa força negativa, é que reconhecemos a sua brutalidade, a sua bestialidade e passamos a exigir uma conduta limitadora, proibitiva... para o outro.
A lei seca veio para diminuir os acidentes, mas alguns homens não estão só alcoolizados estão também cristalizados em sua ânsia de poder, na procura de uma defesa para seu complexo de inferioridade.
As leis mais rigorosas, as multas mais caras, tudo isso traz uma resposta rápida que as estatísticas podem comprovar, mas não exterminam o problema. A base deve sempre ser a educação, tarefa difícil já que as crianças têm em seus pais ou responsáveis e até em alguns "tios" do transporte escolar o exemplo de como deverão se portar no futuro.
O mundo vai ficar mais humano quando o ser humano se conhecer melhor, souber de seus desejos, do que é capaz e até onde pode ir sem ferir o direito do outro.
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Sexta-feira, Outubro 03, 2008

/Aviso aos navegantes
Olá amigos! Não esqueci o blog, infelizmente tenho tido alguns problemas para postar, mas parece que agora tudo está resolvido e até o início da semana teremos alguns artigos novos.
Não deixem de postar suas dúvidas, idéias e opiniões. São todas de extrema importância.
Beijos e até breve.
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Terça-feira, Junho 24, 2008

“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos” (Eduardo Galeano – escritor uruguaio)
Sofremos muitas vezes pelo desconhecimento de nós mesmos. Não sabemos de nossas prioridades, potencialidades e desejos.
Vivemos em guerra constante com nossas emoções e a cada dia atarraxamos mais e mais a máscara da ilusão.
Temos sonhos inatingíveis, baseados em idealizações, em projetos irrealizáveis.
Perdidos, não distinguimos o ser do espelho, nos vemos ainda como extensão do outro, em um “só vou se você for” ininterrupto.
Vestimos o corpo com os tons da moda mesmo que não nos caiam bem. A água que sempre matou a sede agora tem marca registrada e cada uma diz ser a mais saborosa. Aprendemos, na infância, que toda água potável é límpida, insípida e inodora...
Os meios de comunicação comunicam regras, ditadas por eles próprios. A novela que antes fazia as mulheres derramarem baldes de lágrimas agora “ensinam” o que devemos usar: o detergente “X”, o café “Y”, perfume “Z”, e assim por diante.
Os programas ditos jornalísticos tentam, cada um deles, subordinar nossas opiniões aos seus espetaculosos discursos e imagens.
Somos o tempo todo avaliados pelo que temos. E o que temos deve estar aparente. Por isso cada vez mais corpos desnudos e cada vez menos diálogos filosóficos. Nada contra corpos desnudos...
Mas estamos sendo levados por uma correnteza agressiva e sem rumo, por labirintos desconhecidos. Estamos nos perdendo de nós.
Quem somos? O que desejamos? Quem são nossos ídolos; esses que seguimos sem questionar, a quem nos entregamos, valorizando-os mais que a nós próprios?
Quem somos afinal? Somos quem queremos ser ou nos habituamos a ser o que acreditamos que o outro espera de nós?
O que somos nos faz feliz ou nos tornou amargurados e patologicamente ansiosos?
Somos seres pensantes. Não precisamos nos deixar arrastar pela correnteza. Podemos traçar novos caminhos.
Somos seres pensantes, racionais, mas somos também seres emocionais. Não podemos viver sozinhos, necessitamos do outro como companhia, como referência... O Homem precisa viver em grupo, sem perder a individualidade.
Como solucionar essa questão?
Ao darmos um passo em direção ao auto-conhecimento estamos também caminhando para a liberdade. Ninguém é livre se desconhece a própria essência.
Liberdade é ter em si a coragem da dúvida, do questionamento. As certezas absolutas são neuroses e como disse o filósofo ateniense Sócrates (470/399 a.C.) “Sábio é aquele que sabe que nada sabe”.
Quando nos conhecemos intimamente podemos, sem culpas, abrir mão daquilo que é moda, daquilo que nos é imposto como importante, para vivenciar, nem que seja por um momento – já que nada é eterno e somos mutáveis – o que nos faz realmente felizes.
“Viver! E não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...” (O que é, o que é - intérprete Gonzaguinha).
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Sexta-feira, Abril 25, 2008

Às vezes, quando nos permitimos abrir a porta e visualizamos a depressão, a angústia do outro, a primeira reação é fechá-la novamente. Afinal, não temos nada com isso, é muito difícil conviver com uma dificuldade que não nos pertence, que costumamos taxar de “frescura”, “preguiça”, “má-vontade”, como algo que jamais nos acontecerá.
Infelizmente a depressão é uma doença que atinge a todos: de criança a adulto, pobre ou rico, branco, amarelo ou preto.
Mas o que é a depressão? Uma tristeza, uma fraqueza?
A depressão é um distúrbio que afeta o corpo, o humor e o pensamento, altera o apetite, o sono, a forma como a pessoa se sente e como pensa. Tem como característica principal uma tristeza profunda.
O depressivo deve consultar um médico psiquiatra que receitará o(s) remédio(s) necessário(s) e fazer uma terapia para aprender a lidar com suas dificuldades existenciais.
Mas, um dos remédios que deve ser oferecido ao depressivo é a tolerância. A família, os amigos precisam entender que o desânimo, a apatia, o desinteresse, a falta de motivação, o sentimento de medo, de insegurança, de desespero e vazio são sintomas comuns que acometem aquele que está em depressão. Não é uma convivência fácil, mas também não é fácil carregar consigo uma tristeza, uma angústia que estão além das suas forças.
Portanto, taxar de “frescura”, “preguiça” e “má-vontade” é minimizar a importância de um distúrbio que, se não tratado, pode levar ao suicídio.
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O Homem no Mundo: entre o Ser e a rotina do Ter


“Todo dia ela faz tudo sempre igual...” (Chico Buarque de Holanda – Cotidiano)

Na música o compositor fala de uma mulher previsível. Há certa monotonia no seu dizer. Lembra uma fábrica, uma linha de produção, nos remete à rotina que massifica homens, mulheres, crianças e jovens. A rotina é quem coloca o indivíduo por anos a fio numa profissão que odeia, num casamento sem amor, num grupo com o qual pouco se identifica, quem incute o medo do novo, da mudança, do arriscar-se. Rotina segundo o dicionário é o hábito de proceder sempre da mesma maneira, sem atender ao progresso. Mas essa visão se amplia à medida que o progresso vem, cada vez mais, colocar o homem dentro da chamada rotina. Na área profissional homens e mulheres procuram manter seus empregos cumprindo horários extensos e prazos mínimos. Algumas empresas tentam “humanizar” seus departamentos visando aumentar a produtividade diminuindo as licenças médicas. Porém esse indivíduo que sai do trabalho vai fazer tudo sempre igual no ambiente familiar. Estar diante da TV é um hábito mais aprazível que o diálogo com a(o) esposa(o) e com os filhos. Aliás, é bem provável que as crianças e/ou jovens estejam jogando com seus vídeo-games ou fazendo novos amigos pela internet.
A rotina acaba com o diálogo! Dialogar é conversar com uma ou mais pessoas e conversação supõe relacionamento, logo a rotina acaba com o relacionamento. Não é difícil perceber isso, principalmente quando o assunto da moda é insegurança, medo da solidão, do desemprego, da violência... ninguém diz ter medo da rotina.
O homem ou a mulher que se entrega às suas obrigações sem inovar, surpreender, superar e se aliar têm poucas chances de se elevar no mercado de trabalho e a criança que se prende ao computador e ao vídeo-game não saberá interagir, obter conhecimentos diversificados e a globalização não perdoa quem não domina vários assuntos. O homem é um ser social, não vive sozinho e depende do outro para progredir. Os jovens estão desaprendendo a viver em grupo, só conseguem se expressar através do Orkut, do MSN, e até namoram pela Internet. Diante do outro, inseguros, não sabem o que dizer. Mas já sabem comprar, possuem cartão do Banco e de Crédito. Aprenderam que é importante ter, afinal se os pais estão fora todo o dia e cansados demais à noite e nos finais de semana é por querer lhes dar o máximo possível: bens materiais, garantia de uma vida de conforto e regalias. Aprenderam a avaliar os colegas pela aparência física, pelas roupas, pelos lugares que freqüentam, música que ouvem e grupos que se encaixam.
É a ditadura do Ter com as mesmas ferramentas e algemas, lembrando que o Ter bem orientado é o resultado do progresso e da elevação do Ser.
Ainda na música Cotidiano, nos versos “todo dia eu só penso em poder parar / meio dia eu só penso em dizer não / depois penso na vida pra levar / e me calo com a boca de feijão”, percebe-se a desesperança daquele que precisa seguir a rotina, que precisa pensar no sustento da família, nas contas a pagar. Mas Chico continua cantando “toda noite ela diz pra eu não me afastar / meia-noite ela jura eterno amor / me aperta pra eu quase sufocar / e me morde com a boca de pavor”, é a insegurança do Ser ante as incertezas da vida, dos sonhos desfeitos ou não realizados, ante a ansiedade e a baixa auto-estima, invenções do progresso que se instalam na vida moderna criando patologias como: depressão, síndrome do pânico, neurose obsessiva compulsiva, stress e tantas outras neuroses. Sentindo-se na obrigação de Ter o homem se perde do Ser e ao separar-se de si mesmo passa a viver uma realidade que não é a sua, se desestrutura, não se conhece nem se reconhece como parte do mundo.
Freud, o pai da Psicanálise, dizia que os transtornos psicológicos provinham de impulsos instintivos reprimidos, inconscientes. Mais tarde, seus discípulos vieram acrescentar que a interrelação, o contato social também tem influência nas dificuldades psicossociais, originadas na ânsia de poder e de domínio e pela discrepância entre potencialidade e realização. O Ser tem potencialidades que são oprimidas pela obrigação de Ter. Numa sociedade consumista o indivíduo não é importante pelo que é, mas pelo que possui e é nesse contexto que a Psicanálise, reconhecendo o homem como um ser biopsicossocial vai buscar conhecimento na Antropologia, na Sociologia, na Política e na Religião para analisar o Ser como um todo: suas aspirações, crenças, seu “modus vivendi”, direcionando-o para o auto-conhecimento porque o ser humano saudável é, como diz o psicanalista e sociólogo Eric Fromm: “ capaz de relacionar-se com o mundo, a um só tempo, percebendo-o com é e concebendo-o animado e enriquecido por seus poderes pessoais”.
O homem que insiste em permanecer no desconhecimento de si mesmo, segue, então, pela vida a cantar: “todo dia ela faz tudo sempre igual! Todo dia ela faz tudo sempre igual! Todo dia... sempre igual...”.
Isabel
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